Hildegard Angel

Rainha Maxima da Holanda desfila com os broches de Lucia Lima, que também é o máximo

Jornal do Brasil
Hildegard Angel

A rainha da Holanda, Maxima Zorreguieta, foi clicada pelos paparazzi, esta semana, usando os broches de pedras brasileiras da nossa designer Lucia Lima, que recebeu os registros da imprensa de sua representante em Nova York. Lucia, pernambucana de olhos verdes, resquício da passagem dos holandeses pelo estado no século XVII, está num brio quase patriótico por ter sido prestigiada pela soberana dos Países Baixos. 

Porém, Maxima não é a única estrela que cintila com os bling-blings da brasileira. As joias de Lucia Lima são sempre solicitadas pelo setor de figurinos das novelas da Rede Globo, para adornar suas atrizes. Por solicitação da figurinista Helena Gastal, a artista joalheira desenvolve uma coleção especial para a novela de João Emanuel Carneiro, que vai suceder a Do Outro Lado do Paraíso. As peças serão usadas por Debora Secco, Adriana Esteves, Giovanna Antonelli e Maria Luiza Mendonça. E também por Emilio Dantas (o Rubinho de A Força do Querer), que viverá um cantor baiano de axé decadente. 

As joias de Lucia Lima virão com conteúdo afro-baiano, cheirando a maresia, inspirando canções de Caymmi, pinturas de Carybé, tapeçarias de Genaro, escritos de Jorge Amado. Tudo será cor intensa, sincretismo, preciosidade, como poucas vezes a joalheria nacional se mostrou no vídeo.

Grande parte dessa linha foi desenvolvida no Rio, durante o carnaval, longe do baticum baiano, em clima de tranquilidade, deixando os poucos privilegiados que tiveram acesso extasiados com a boniteza. João Emanuel terá muita coisa bonita com que se inspirar.

Índios em conflito, e não é filme da Metro 

Depois de um morto e outro ferido por disparos de arma de fogo, o Ministério Público Federal resolveu pedir à Polícia Federal que instaure inquérito para apurar os crimes nas Terras Indígenas de Votouro, em Erechim, no Rio Grande do Sul. Foi acionado o reforço da Brigada Militar para acompanhar a situação, em parceria com a FUNAI. O conflito é entre os índios, e está deixando as autoridades assustadas desde o ano passado, quando em outubro cerca de 400 índios foram expulsos da reserva na disputa pelo controle. Naquela ocasião, outro índio foi morto, além de carros e casas queimados. 

O cardeal favorito do Papa 

Papa Francisco, apesar de não vir ao Brasil nem planejar qualquer visita, e há quem vincule essa ausência papal à temerária presença, tem enviado para cá seus mais ilustres representantes. Além do cardeal O’Brien, o segundo na hierarquia do Vaticano, como já contei que chegará em maio ao Rio, outro que virá é o cardeal Peter Turkson, uma das autoridades eclesiásticas em que o Papa Francisco mais confia. Turkson fará a conferência de abertura do I Congresso Brasileiro de Instituições Católicas, em julho, no auditório da Arquidiocese do Rio. O tema será “desenvolvimento humano integral”. O cardeal Turkson é ganês e atual prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, instituído no ano passado pelo Papa. Antes dessa função, o cardeal atuava como Presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz.

Mãe cultural 

Não satisfeita em contemplar os artistas do teatro brasileiro com os mais altos valores de uma premiação no país, a Fundação Cesgranrio realiza o Prêmio Rio de Literatura, presidido pelo Professor Carlos Alberto Serpa, que nesta sua terceira edição recebeu 563 inscrições, nas categorias Poesia, Prosa de Ficção e Ensaio. Cada autor premiados receberá R$ 100 mil.

Há ainda a categoria “Novo autor fluminense”, para revelar talentos literários nascidos ou residentes no Estado do Rio de Janeiro, com um prêmio de 10 mil reais ao vencedor, além da edição da obra e a publicação de mil exemplares, doados ao autor e distribuídos a bibliotecas públicas e comunitárias do estado. A divulgação dos finalistas acontecerá ainda este mês. A Cesgranrio é a mãe da Cultura.

Sexo atrás do vidro 

De volta do México, onde visitou várias igrejas, fazendo promessa à Virgem de Guadalupe, o arquiteto, Chico Vartulli, junto com seu parceiro Gabriel Dile, assina a loja Studio do Sono para o evento Atrás do Vidro, que acontece dia 22, no Casa Shopping, com direito a coquetel na abertura. Seu espaço é provocativo, de essência contemporânea, mesclando os gêneros feminino e masculino, num contexto de fantasias sexuais. Bem, para quem voltou de uma peregrinação religiosa, é bastante inspirador...

Juliana Paz 

O cabeleireiro Roger Fontes entrou com ação indenizatória contra a direção da franquia Angra dos Reis, do Espaço Juliana Paes, que, segundo ele, o demitiu após saber que ele enfrentava um câncer. O cabeleireiro contratou o advogado Afonso Feitosa, que também teria apurado que os patrões suspeitavam que o trabalhador poderia ter HIV. Além disso, ele reclama que não tinha carteira assinada e não recebia horas extras. O valor da indenização está calculado em cerca de R$ 150 mil. Tudo isso ocorria, naturalmente, com o desconhecimento da Juliana Paes, essa atriz que é só Paz, e não vai gostar de ver seu nome misturado com pendência tão desagradável.

Bom vinho 

Silvia Bandeira, que, como bom perfume, ops, perfume não, como bom vinho, só melhora com o tempo, retorna ao palco no dia 21, para estrelar, no Teatro Maison de France, a peça francesa Champagne e Confusão, nua adaptação de Jacqueline Laurence. A direção é de Fernando Philbert.

Perguntar não ofende 

Apenas 12% dos colombianos apoiam o governo do Juan Manuel Santos, que é assim com o Trump, e o país tem enfrentado um sério problema com saques em Bogotá. As forças armadas colombianas foram postas nas ruas para tentar contornar essa crise. Quantos dias, semanas, meses, a imprensa corporativa vai esconder isso do mundo? Há mais de cinco milhões de colombianos na Venezuela, onde, apesar de todas as más notícias e de tantos bloqueios econômicos, ataques midiáticos etc., não há saques. Apesar inclusive do próprio Maduro. A gente não quer tomar partido, apenas quer uma mídia menos comprometida, e que efetivamente informe a verdade e com transparência. 

BORBULHANTES

Estou super, hiper em falta com meus leitores amigos, que se manifestaram por ocasião do advento do Jornal do Brasil. Falaram coisas carinhosas e estimulantes... Vou hoje, e com atraso, borbulhar com eles... Nossa imortal Nélida Piñon. Vejam o que escreveu: “Querida Hildegard Angel, registro dois momentos comoventes. Ontem, a emotiva turbulência histórica que nos deu tantas razões para entendermos que o Jornal do Brasil, vivo de novo, reforça a cidadania brasileira. E, neste contexto, destacar sua ampla e audaciosa página que traz lirismo, nostalgia, crença na missão jornalística, defesa da vida, um pequeno ardor partidário, e sobretudo o relato de uma notável saga da cidade do Rio de Janeiro. Já disse e repito: seu jornalismo é também literário e, em conjunto, nos fala à mente e ao coração. Grata, Hildegard Angel, pelo seu oficio”... Mensagem de Emir Sader: “Não fosse por todas as outras razões, apenas a crônica da Hilde sobre a Tônia já justifi caria o retorno do JB”... De Dulce Ângela Procópio de Carvalho Subsecretária de Estado da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado do Rio de Janeiro: “Querida Hilde, você está abafando no JB novo. Como os bons vinhos, o tempo lhe feito muito bem. Beijo, Dulce”... Chico Vartulli, arquiteto: “Querida Hilde, como fiquei feliz com seu retorno, estávamos precisando”... Luís Eduardo Tavares: “Boa tarde, Hilde. Carioca e longe do Rio já fazem 8 anos, tenho retomado contato com a cidade e sua vida através de amigos queridos. Por meio de um deles, tive o privilégio de não apenas saber do retorno do JB como de ler a sua coluna de estreia. Muito grato por ter compartilhado um pouco mais da tua história. Também fi co muito feliz em saber, na retomada do JB, de mais uma empreitada do Omar Peres. Parabéns pela tua coragem e trajetória. e que continues Benjaminando cada vez mais. Carinhosamente”.... Gilda Mattoso: “Oi Hilde, que bom ter nosso JB de volta.  Fez muita falta!”... Ernane Galvêas: “Prezada Hildegard Angel, Meus parabéns pelo renascimento do JB e especialmente por sua indicação como Colunista Social. Faço votos pelo pleno sucesso seu e do Jornal. Saudoso abraço”... Vittorio Romanelli: “Hildegard bom dia, que felicidade me proporciona a volta do JB. Ótima iniciativa que alegra e nos projeta no futuro relembrando o passado. O JB e o meu padrinho Antonio Olinto, apresentando o meu livro “Impressões sobre este fantástico Mundo chamado Brasil” na ABL. Recortes de jornais, foto tudo bem guardado. Recordar é viver, para quem passou dos oitenta, uma chuvarada de juventude. Novamente obrigado ter aparecido, mais um sério motivo de atender a ordem médica de andar. Agora vou até o jornaleiro e depois relax, lendo O nosso JB, bom-dia”... Ruth Joffily: “JB jornal plural. Parabéns pela bela página. Bom o JB vir com uma foto da Brunet e Drummond, porque as pessoas se viciaram em manchetes que trazem cadáveres, crianças revistadas por militares, desumanidade na veia, violência”...  Alice Tamborindeguy: ”Amei te ver escrevendo de novo no jornal e o JB novamente. Vibrei junto com você!”... Bem, gente, de primeira não dá pra botar todo mundo. Depois virão outras “gotinhas”, ok?