Carnaval 2018

Imperatriz resgata o Museu Nacional, suas riquezas e relíquias

Jornal do Brasil

A Imperatriz Leopoldinense, penúltima a desfilar na Sapucaí, trouxe o enredo "Uma noite real no Museu Nacional", do carnavalesco Cahê Rodrigues. 

A escola contou a história dos 200 anos do primeiro museu do país, criado por Dom João VI e Dona Maria, que reúne coleções de grande importância de história natural e está instalado na Quinta da Boa Vista.

O desfile também destacou o abandono do museu, chamando a atenção para o estado precário de suas instalações

Imperatriz resgata o Museu Nacional, suas riquezas e relíquias. Foto:  Dhavid Normando, Gabriel Nascimento, Raphael David | Riotur

Imperatriz resgata o Museu Nacional, suas riquezas e relíquias. Foto: Dhavid Normando, Gabriel Nascimento, Raphael David | Riotur

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Leia o samba: 

Onde a musa inspira a poesia

A cultura irradia o cantar da Imperatriz

É um palácio, emoldura a beleza

Abrigou a realeza, patrimônio é raíz

Que germinou e floresceu na colina

A obra-prima viu o meu Brasil nascer

No anoitecer dizem que tudo ganha vida

Paisagem colorida deslumbrante de vivier

Baailam meteoros e planetas

Dinossauros, borboletas

Brilham os cristais

O canto da cigarra em sintonia

Relembrou aqueles dias que não voltarão jamais

Voa tiê, tucano e arara

Quero-quero ver onça pintada

Os tambores ressoaram, era um ritual de fé

Para o rei de Daomé, para o rei de Daomé

A brisa me levou para o Egito

Onde um solfejo lindo da cantora de Amon

Ecoa sob a lua e o sereno

Perfumando a deusa vênus sem jamais sair do tom

Marajó, Carajá, Bororó

Em cada canto um herdeiro de Luzia

Flautas de chimus e incas

Sopram pelas grimpas linda melodia

A luz dourada do amanhecer

As princesas deixam o jardim

Os portões se abrem pro lazer

Pipas ganham ares

Enconstros populares

Decretam que a Quinta é pra você

Gira coroa da majestade

Samba de verdade, identidade cultural

Imperatriz é o relicário

No bicentenário do Museu Nacional