Jornal do Brasil

Tom Leão

Tom Leão

Aqui se habla español

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Com o fim de “ Merlí ” (para quem já assistiu a todas as três temporadas, claro, já que a série continua toda lá, para quem ainda não viu), ficou um gostinho de quero mais nos assinantes do Netflix, para produções hispânicas. Deu vontade de conhecer mais produções faladas em espanhol (no caso de “ Merlí ”, catalão), aqui da vizinhança, ou de além-mar.

Quando o serviço de streaming chegou ao Brasil, parte do catálogo latino-americano estava lá, para engordar as opções. Depois, sumiu (pena, porque tinha muita coisa boa do México, difícil de encontrar, como aqueles filmes de lucha libre). Mas, atualmente, por conta dos laços da empresa com o mercado europeu (sobretudo com a Espanha, depois do grande sucesso de “La casa de papel”), dá para achar muita coisa falada em “castelhano”.

No meu caso, gostei de encontrar lá dois títulos do diretor espanhol Álex de la Iglesia (de filmes cultuados como os sensacionais “O dia da besta” e “Ação mutante”), que não costuma ter os seus filmes exibidos regularmente nos cinemas daqui, sobretudo os mais recentes. São eles: “O bar” (El bar) e “Perfeitos desconhecidos” (Perfectos desconocidos), ambos de 2017.

Começando por este último, que é uma adaptação do italiano “Perfetti sconosciuti” (2016). Mostra sete amigos que, durante um trivial jantar caseiro, resolvem embarcar num jogo interessante, sugerido por um deles: os celulares de todos ficarão na mesa e, cada vez que entrar uma mensagem em algum dos aparelhos, todos deverão saber do conteúdo. Aos poucos, segredos vão sendo revelados (de adultério a coisa pior), causando um tremendo mal-estar entre os envolvidos. Tenso.

Mais tenso ainda é “O bar”, que mistura humor negro com toques de terror e suspense. A situação aqui envolve pessoas que ficam presas num boteco de esquina, em pleno Centro de Madri, à luz do dia, depois de uma situação que os conecta e os mantém presos no recinto: uma pessoa, que tinha acabado de sair, é morta a tiros, bem na porta. Depois, outra. Terrorismo? Ninguém sabe.

Contudo, um clima de paranoia vai crescendo no grupo (a maioria, desconhecida entre si) de que o próprio assassino possa estar entre eles, dando margem a suspeitas. Quase como em “O anjo exterminador”, de Buñuel, já que ninguém sai do lugar, por razões diversas.

Para mudar de clima, outras produções faladas em espanhol que estão no catálogo e valem a vista são: os argentinos “Um conto chinês” (com Ricardo Darín, claro) e “O cidadão ilustre”. Ainda na área da comédia, há “Toc toc” (sobre um grupo de pessoas com transtorno compulsivo obsessivo!) e “Kiki, os segredos do desejo”, que entrecruza cinco histórias que tratam de compulsões sexuais. São hilários.

Se preferir séries, há a mexicana “Club de cuervos”, sobre dois irmãos que herdam um clube de futebol. E, caso ainda não tenha visto “Narcos”, vale a maratona. Porque a nova temporada, “Narcos: México”, estreia em 16 de novembro, com Diego Luna e Michael Peña, encabeçando o elenco. Hasta!

Macaque in the trees
Perfeitos desconhecidos" está agora no Netflix (Foto: Divulgação)

Rugidos

A nova temporada de “American horror story” se chama “Apocalypse” e traz de volta vários personagens, vistos em outras fases da série (não apenas os mesmos atores, como é recorrente). Estreou esta semana nos EUA.

Às vésperas de estrear no Netflix, o talk show do comediante Norm McDonald (ex-SNL) quase foi cancelado, por ele ter defendido a colega Roseane Barr, que caiu recentemente em desgraça, por conta de comentários racistas. Entra hoje, na plataforma. Dez episódios.

Os 18 episódios da primeira temporada de “The good doctor” já estão disponíveis no GloboPlay. É a primeira série internacional da plataforma (é do canal ABC, nos EUA), que costuma exibir apenas produções próprias.



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