Emprego cresce 0,6% em fevereiro, após duas quedas
Em relação a fevereiro de 2007, o aumento foi de 3,2%, vigésimo resultado positivo consecutivo. No indicador acumulado do primeiro bimestre de 2008, o incremento foi de 3%, abaixo do índice para o quarto trimestre de 2007 (3,5%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. O indicador acumulado nos últimos doze meses também cresceu em fevereiro (2,5%) e acelerou frente ao índice de janeiro (2,3%).
No confronto com fevereiro de 2007 (3,2%), as admissões superaram as demissões na maioria (11) dos quatorze locais pesquisados, com destaque para São Paulo (4,6%), Região Nordeste (4,3%), Minas Gerais (3,1%) e Região Norte e Centro-Oeste (3,8%). Nessas áreas, as principais influências positivas vieram, respectivamente, dos ramos: máquinas e equipamentos (13,7%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (17,7%), na indústria paulista; alimentos e bebidas (9,0%), no Nordeste; meios de transporte (16,4%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (22,7%), na indústria mineira; e alimentos e bebidas (11,8%), no Norte e Centro-Oeste. A expansão do emprego nessas áreas está respondendo à maior produção de bens de capital, de bens de consumo duráveis e ao dinamismo das vendas externas de commodities agrícolas. Em sentido contrário, Espírito Santo (-1,6%), Ceará (-0,3%) e Santa Catarina (-0,1%) exerceram os impactos negativos.
Segundo o IBGE, onze dos dezoito segmentos pesquisados contribuíram positivamente para o crescimento do pessoal ocupado, com destaque para máquinas e equipamentos (14,1%), meios de transporte (10,7%), alimentos e bebidas (4,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,9%) e produtos de metal (9,3%). Por outro lado, as pressões negativas no resultado global foram exercidas, sobretudo, por calçados e artigos de couro (-10,9%), vestuário (-3,9%), madeira (-7,2%) e têxtil (-3,9%).
"Em síntese, a sustentação de um elevado patamar produtivo da atividade industrial é fator determinante na manutenção dos índices positivos no emprego, com o indicador do primeiro bimestre do ano apresentando, em 2008, o seu resultado mais elevado desde 2005", avalia o IBGE.
(VS - InvestNews)
