Recriação da CPMF não seria bom sinal, diz Miguel Jorge
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BRASÍLIA - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou nesta segunda-feira que a recriação da CPMF não seria positiva.
- Não é um bom sinal. Não deveria criar um novo imposto. Acho que não é um bom sinal - disse a jornalistas após participar da abertura de um seminário sobre um complexo industrial da saúde, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A CPMF, cuja alíquota de 0,38 por cento incidia sobre operações financeiras, teve a prorrogação até 2011 derrubada pelo Congresso Nacional no final do ano passado.
Notícias publicadas nos últimos dias afirmam que estaria sendo estudada a recriação da CPMF para garantir recursos para a saúde.
CIGARROS E BEBIDAS
Já o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse considerar mais correto o aumento de impostos para os setores de cigarros e bebidas.
- São indústrias que causam potenciais danos a saúde, vários países já usam isso há muito tempo... são indústrias que poderiam estar carregando o conjunto dos impostos do Estado para o setor da saúde - disse Temporão a jornalistas.
O ministro argumentou que, como o fumo leva ao câncer, ataque do miocárdio e outras patologias, "parece razoável que parte dos recursos do setor de cigarro e de bebida venham para a saúde".
- Só tem um probleminha, o potencial de arrecadação destes setores é insuficiente para o que a saúde precisa... talvez seja necessário uma outra saída.
Segundo ele, a partir de 2011, os gastos da União crescerão em 24 bilhões de reais com a emenda 29.
O ministro, porém, preferiu não se posicionar contra ou a favor da recriação da CPMF.
- Cabe ao presidente Lula decidir. Para mim, toda e qualquer estratégia que me traga os recursos que preciso para desenvolver a política de saúde é positiva. Cabe ao ministro (Guido) Mantega (Fazenda) e ao ministro Paulo Bernardo (Planejamento) decidir as fontes destes recursos.
