Jornal do Brasil

Economia

Meirelles diz que Brasil cresce 3% em 2018 se reformas forem aprovadas

Ministro participa de reunião do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial

Jornal do Brasil

O ministro da Fazenda do governo de Michel Temer, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira (20) em Washington que a retomada do crescimento no Brasil será lenta, devido ao nível profundo de recessão, mas que o país deve chegar ao final do ano crescendo a uma “taxa forte”.

Para ele, o crescimento em 2018 pode ser de mais de 3%, caso as reformas trabalhista e na área microeconômica sejam aprovadas. “Nossa expectativa é que tenhamos em 2018 um crescimento mais forte do que o esperado.”

Meirelles participa até sábado (22) da reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial

Nesta semana, o FMI estimou que o crescimento do Brasil em 2018 deve ficar em 1,7%. Meirelles destaca que é papel do fundo fazer uma avaliação mais “conservadora” e que o relatório também não levou em conta a aprovação, na quarta-feira (19), do regime de urgência para votação da reforma trabalhista na Câmara.

De acordo com Meirelles, o foco do governo continua sendo a aprovação da reforma da Previdência
De acordo com Meirelles, o foco do governo continua sendo a aprovação da reforma da Previdência

De acordo com Meirelles, o foco do governo de Michel Temer continua sendo a aprovação da reforma da Previdência. Meirelles reiterou que as mudanças ao texto original feitas pelo relator da proposta na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), não comprometem o ajuste fiscal e estão dentro das expectativas do Ministério da Fazenda.

O ministro reconheceu que a reforma da Previdência tem mais potencial para gerar tumulto no Congresso do que a reforma trabalhista, mas disse que a “parte mais forte do processo” já passou. “Nós tivemos recentemente policiais fazendo demonstrações fortes em frente ao Congresso, e tivemos algumas semanas atrás movimentações muito mais fortes. Acho que está um pouco mais calmo, já está se chegando de fato a um movimento em que a reforma já está andando normalmente.”

Da 'Agência Brasil'