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Economia

Bolsa fecha em forte baixa pressionada pela Petrobras

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O principal índice da bolsa paulista fechou em queda nesta terça-feira (14), pressionado pela forte queda nas ações da Petrobras após a empresa divulgar o balanço trimestral. 

Por volta das 18h40, os papéis ordinários da Petrobras caíam 8,18%, e os preferenciais 7,75%.

O Ibovespa fechou com queda de 2,28%, a 70.826 pontos.

Às 17h17, o Ibovespa tinha queda de 1,68%, a 71.255 pontos.

Às 10h26, o Ibovespa recuava 0,13%, a 72.380,68 pontos.

Às 12h46, o índice caía 0,19%, a 72.334,59 pontos.

Às 15h, o índice tinha queda de 1,53%, a 71.362 pontos.

A Petrobras encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 266 milhões revertendo o prejuízo de R$ 16,5 bilhões no mesmo período do ano passado. Entretanto, o número ficou abaixo dos R$ 3,56 bilhões de lucro esperados pelos analistas. 

>> Petrobras tem lucro líquido de R$ 266 milhões no terceiro trimestre

O diretor de Relação com Investidores da estatal explicou em coletiva nesta segunda que foi uma combinação de itens não-recorrentes e uma perda de market share da empresa, que afetou suas margens. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, avaliou como positivo o resultado da empresa em nove meses. Em entrevista a jornalistas, ele destacou as métricas de segurança, o fluxo de caixa livre positivo por dez trimestres consecutivos, e o aumento da produção no Brasil.

Enquanto isso, os papéis da JBS disparam por apresentarem números melhores do que as projeções dos analistas. 

Além disso, uma notícia do Valor Econômico publicada nesta terça-feira informa que os fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil), Funcef (da Caixa Econômica Federal) e Petros (dos funcionários da Petrobras) aderiram à arbitragem "coletiva" contra a companhia, que busca reproduzir no país o mecanismo de ação coletiva que corre contra a empresa nos EUA. 

Além disso, a situação nos cortes de impostos dos EUA também motivou o pessimismo nos mercados, que mundialmente mostraram exemplos de recuos de máximas históricas atingidas semana passada.

As recentes altas do Ibovespa, entretanto, foram impulsionadas pelas tentativas de o governo de Michel Temer (PMDB) emplacar a reforma da Previdência, e de olho nas articulações em torno da reforma ministerial. 

O dólar, por sua vez, fechou a terça-feira (14) em alta, com os investidores mais cautelosos antes do feriado e com expectativa de aumento de juros nos Estados Unidos ainda este ano.

O dólar fechou com alta de 0,33%, a R$ 3,3094.

Taxas mais altas têm potencial para atrair à maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como o Brasil.

Pela manhã, o dólar operou em queda ante o real, com investidores otimistas com a votação da reforma da Previdência ainda este ano, após o presidente Michel Temer anunciar que fará uma reforma ministerial que pode garantir mais apoio político ao governo.

Às 10h41, o dólar operava estável, a R$ 3,2795 na venda.

Às 13h02, a moeda norte-americana avançava 0,43%, a R$ 3,2934.

Às 15h29, a moeda tinha alta de 0,88%, a R$ 3,3084.