Futebol & Cia.

Jogão pra tremer o Allianz

Jornal do Brasil
Futebol & Cia.
Renato Mauricio Prado

O desfalque de Diego na partida de hoje contra o Palmeiras, no Allianz Parque, pode mudar a forma de jogar no Flamengo, neste último jogo antes da paralisação do campeonato para a Copa do Mundo. Não sei qual será a escolha de Maurício Barbieri, mas na última vez que não pôde contar com o camisa 10, no Fla-Flu, ele surpreendeu, lançando o colombiano Marlos Moreno na direita e puxando Everton Ribeiro para o meio-campo. Creio que a opção de logo mais será diferente.

Eu escalaria Jonas, ao lado de Cuellar e liberaria Lucas Paquetá para atuar mais solto na armação das jogadas. A mesma fórmula pode ser utilizada com a entrada de Jean Lucas ou até de Willian Arão. Num confronto em que somente a vitória interessa ao Palmeiras, a decisão de reforçar o meio-campo e explorar mais os contra-ataques me parece a mais recomendada.

Não defendo uma retranca feroz (bem-sucedida, no fim das contas) como a usada contra o Atlético Mineiro, no Independência, mas, como dizia a minha avó, prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Vamos ver como o jovem treinador rubro-negro agirá. Ao menos até agora, suas escolhas têm dado certo – exceção feita à escalação dos reservas contra a Chapecoense, que causaram a única derrota do Fla, no Brasileiro.

O duelo do semestre

O duelo entre Palmeiras e Flamengo é o jogo mais importante desta primeira fase do Brasileiro. Mais importante porque em caso de vitória dos paulistas, o campeonato irá para a paralisação da Copa um pouco mais equilibrado, com o líder relativamente próximo dos demais. Já em caso de triunfo rubro-negro, essa distância, no mínimo, se manterá nos seis pontos atuais e, em relação aos palmeirenses, tidos e havidos como os donos do elenco mais forte da competição, passará a ser de onze pontos. Aposto que se isso acontecer, o Palmeiras passará a dar importância apenas à Libertadores e à Copa do Brasil.

Situação periclitante

Com salários atrasados e três derrotas consecutivas, o Fluminense precisa derrotar o Santos, hoje à noite, para ter um mínimo de paz no período da Copa. Depois das saídas de Marcus Vinícius e Paulo Autuori, Abel está solitário nas Laranjeiras e a cada dia mais inconformado com a situação de penúria do futebol tricolor. Se o técnico sair, a segundona é logo ali...

Chega de sustos

Depois que Valdir Bigode ressuscitou Paulão, bastou um jogo sob o comando de Jorginho para que o atrapalhado zagueiro voltasse para o banco de reservas. Nada mais sensato. Apesar da vitória na estreia contra o Sport, Paulão falhou nos dois gols do adversário. O jogo de hoje, contra o Inter, no Beira-Rio, já é difícil o bastante sem o destrambelhado beque.

Noite de Vazião

Não creio que o público desta noite, no Nilton Santos, chegue a dez mil presentes. Com apenas uma vitória nos últimos cinco jogos, o Botafogo está longe de empolgar sua torcida. Foi prejudicado pela arbitragem, no dramático empate em 3 a 3, com o Bahia, mas a verdade é que o campeão carioca está devendo no Brasileiro. Seu adversário de logo mais, o Atlético Paranaense (que perdeu os três últimos jogos) parece perfeito para uma reabilitação parcial. A conferir.

Darth Vader na área

Assisti ontem, no Fox Sports, às imagens do desembarque da seleção alemã na Rússia. Fisionomias sérias, uniforme impecável (terno escuro, com camisa azul, de gola rolê) e, ao fundo (colocado pela TV brasileira), o tema de Darth Vader, em “Guerra nas Estrelas”. Confesso, me deu um calafrio na espinha. Os maus resultados dos alemães nos amistosos pré-Copa não me enganam. Joachim Löw usou e abusou dos reservas. A única coisa que me deixa um pouco mais tranquilo é que os alemães ganharam a última Copa das Confederações e até hoje nenhum campeão desse evento-teste confirmou o título no Mundial. Ainda assim, torço para que não cruzemos com a turma que nos infligiu a maior humilhação da história das Copas.

Olho nos Hermanos

Tenho visto muita gente excluir a Argentina da lista dos candidatos ao título na Rússia. Acho que queimarão a língua. A zaga dos “hermanos” é fraca, mas um time que tem Lionel Messi, Di María e Agüero, no ataque, não pode ser desprezado. A Argentina de 1986 também não era nada de excepcional, e Maradona a levou ao título. Por que “La Pulga” não pode fazer o mesmo? Em tempo: a Argentina é a atual vice-campeã mundial. Por muito pouco não levantou o caneco nas nossas barbas.  

Idiotice

Existe coisa mais estúpida do que essa mania dos jogadores de futebol de dar “ovadas” nos aniversariantes? As vítimas de ontem foram Philippe Coutinho e Fagner. Que cenas patéticas...

Transa mágica

Após um jogo no Maracanã, o boleiro vai apanhar seu carrão no estacionamento e encontra uma fogosa Maria Chuteira. Rápido no gatilho, dispara:

- Está a fim de um amorzinho mágico?

A gata não entendeu, e ele explicou:

- É muito simples: a gente transa e, depois, você desaparece...

Sábia observação do Bagá: pode até desaparecer agora, mas depois reaparece em programas de auditório, na TV, pedindo exame de DNA.

Bingo!