Jornal do Brasil

Informe CNC

Hotelaria pede concorrência igualitária e apoia reformas do turismo

Informe CNC

A união pela aprovação e aprimoramento das mudanças encaminhadas pelo Executivo para a modernização da Lei Geral do Turismo, o foco na regulamentação das plataformas de hospedagem, como o Airbnb, e do comissionamento das agências de viagens on-line (OTAs) e o apoio ao plano Brasil +Turismo marcaram a abertura do 59º Congresso Nacional de Hotéis, o Conotel 2017, na noite de 17 de maio, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Presidente do Cetur/CNC defende união da hotelaria na abertura do Conotel 2017
Presidente do Cetur/CNC defende união da hotelaria na abertura do Conotel 2017

Para o presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que historicamente apoia e participa do Conotel, o congresso é um importante momento de encontro, mas também para a construção de uma atuação conjunta das representações empresariais. “É importante que esse congresso seja um momento de virada da hotelaria nacional, temos propostas para melhorar com as mudanças na Lei Geral do Turismo e o plano Brasil + Turismo, mas precisamos garantir esses e outros avanços, como a regulamentação das plataformas de hospedagem, com uma atuação uníssona junto ao Congresso Nacional”, defendeu.

Alexandre Sampaio destacou ainda a atuação do ministro do Turismo, Marx Beltrão, e do presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, ambos presentes ao evento, por ouvirem e trabalharem as demandas do setor. “Apesar das inúmeras dificuldades, o turismo se consolida pela sua capacidade de gerar renda e emprego e como atividade importantíssima para a recuperação econômica do País”, concluiu.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional), Dilson Jatahy, anfitrião do evento, disse que no Conotel a hotelaria nacional se reúne para buscar os melhores caminhos para incentivar o setor e promover o turismo. Dilson destacou que a estrutura econômica da hotelaria está ameaçada e que é necessário uma regulamentação do setor. “Pedimos aqui a inclusão de questões essenciais na reforma da Lei Geral do Turismo, como a regulamentação das plataformas digitais”, defendeu. Ele destacou ainda que esta regulamentação deve também ocorrer nas esferas municipais, “com a tributação dos principais impostos cobrados sobre a atividade comercial, e não residencial”, como o ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), exemplificou o presidente da ABIH Nacional.

Apesar da importante parceria dos meios de hospedagem com as agências de viagens on-line, conhecidas como OTAs (Online Travel Agencies), cada vez mais responsáveis pela venda e ocupação de pequenos a grandes hotéis, também foi destacada a necessidade de regulamentar a comissão cobrada por elas. “O comissionamento dessas agências está elevado, e o setor sai punido. Queremos as OTAs e hotéis mais firmes, mas queremos essa relação mais fiel, transparente e economicamente viável”, lembrou Dilson Jatahy. “Nosso objetivo nesse momento de crise econômica e política, com altos tributos e baixa ocupação, é ajudar a categoria a encontrar soluções, indicando caminhos para a gestão de pequenos e grandes empreendimentos e apontando rumos para a hotelaria no Brasil”, finalizou o presidente da ABIH Nacional e anfitrião do evento.