Informe CNC

Vendas para o Dia das Mães deverão registrar a maior alta em 5 anos

CNC projeta crescimento de 4,3% no volume de vendas em relação à mesma data de 2017

Jornal do Brasil

O volume de vendas voltadas para o próximo Dia das Mães deverá registrar aumento real de 4,3% em relação à data de 2017, aponta levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Confirmada a previsão, o varejo apresentará alta de +6,1%, a maior desde 2013. Apesar de positiva, essa expectativa não será suficiente para repor as perdas acumuladas com a data em 2015 e 2016 (-9,4%), mesmo levando-se em consideração o pequeno incremento verificado no ano passado (+2,6%). No varejo, o Dia das Mães é considerado o “Natal do primeiro semestre”, movimentando aproximadamente R$ 9,4 bilhões em vendas.

Deverão se destacar na data de 2018 as altas nos ramos de artigos de uso pessoal e doméstico (+12,7%) e de hiper e supermercados (+7,9%). Por outro lado, as vendas do setor de produtos de informática e comunicação deverão contabilizar perda média de 2,0% ante o mesmo período do ano passado. Com movimentação financeira de R$ 3,6 bilhões, o segmento de vestuário e calçados costuma responder por quase 40% do faturamento total, mas deverá auferir avanço de 4,8% ante o Dia das Mães de 2017.

Contratação de temporários

Com expectativas mais favoráveis por parte dos varejistas em relação ao desempenho das vendas, a contratação de trabalhadores temporários pelo setor deve ser maior neste ano (21,1 mil vagas) do que no ano passado (20,4 mil). O salário médio de admissão deve ficar em torno de R$ 1.220 (3,0% acima do valor médio pago na mesma data comemorativa de 2017). A percepção de que o varejo vem apresentando gradual tendência de recuperação do nível de atividade deverá elevar para 6,7% a taxa de efetivação de temporários após o Dia das Mães. Historicamente, 5,5% das contratações temporárias viram empregos efetivos após a segunda data comemorativa mais importante do varejo nacional. Nos últimos três anos, entretanto, esse percentual não chegou a 2%.