Popularidade de Uribe sobe e chega a nível recorde
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BOGOTÁ - Os índices de aprovação ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, elevaram-se para um recorde de 82 por cento, segundo revelou uma pesquisa do instituto Gallup divulgada na quinta-feira.
O aumento da popularidade deve-se, em parte, à forma como Uribe agiu na crise do país com o Equador e a Venezuela.
Os governos equatoriano e venezuelano romperam os laços diplomáticos com a Colômbia e enviaram reforços militares para sua fronteira colombiana depois de as forças de Uribe terem realizado um ataque dentro do Equador, no dia 1o de março, matando um importante líder da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
A pesquisa realizada com mil colombianos ocorreu no auge da crise, nos dias 4, 5 e 6 de março, quando líderes da região criticavam o governo colombiano por ter violado a soberania do Equador.
Uribe, um político conservador, ganhou respaldo internamente por causa do ataque que matou Raúl Reyes, o líder das Farc, e pela forma como enfrentou o embate diplomático, resolvido em uma cúpula ocorrida na República Dominicana, na sexta-feira.
O líder colombiano acusou os dirigentes do Equador e da Venezuela, ambos esquerdistas, de não cooperarem na luta contra as guerrilhas colombianas que se alimentam do tráfico de drogas. Uribe, no entanto, prometeu não mais realizar ataques em países vizinhos.
A pesquisa, realizada pelo instituto Gallup Colômbia nas quatro maiores cidades do país - Bogotá, Medellín, Cali e Barranquilla - tem uma margem de erro de cerca de 3 pontos percentuais.
A enquete anterior feita pelo mesmo instituto, em janeiro, deu a Uribe um índice de aprovação de 80 por cento. A economia colombiana melhorou seu desempenhou durante o governo do atual presidente, que se reelegeu em 2006 após conseguir diminuir as taxas de criminalidade urbana, incentivar os investimentos, e adotar medidas de repressão contra as Farc com o apoio dos Estados Unidos.
Atualmente, os principais aliados dele reúnem assinaturas para que se altere a Constituição colombiana a fim de permitir que Uribe obtenha um terceiro mandato em 2010.
