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Equador diz que só reata relações se Bogotá retirar acusações

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REUTERS

QUITO - O Equador só restabelecerá relações diplomáticas com a Colômbia se o governo colombiano suspender uma suposta campanha na mídia para tentar vincular o governo de Quito à guerrilha Farc, disse o ministro da Segurança, Gustavo Larrea, na segunda-feira.

Os dois países vivem uma crise desde 1o de março, quando a Colômbia bombardeou um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, matando o dirigente rebelde Raúl Reyes.

O Equador reagiu enviando tropas à fronteira e rompendo relações diplomáticas. A Colômbia então acusou o governo do presidente Rafael Correa de manter contatos políticos com a guerrilha em busca de um acordo político. Também afirmou que o governo equatoriano teria recebido dinheiro do grupo.

'Enquanto esta campanha se mantiver, não haverá reatamento de relações', disse Larrea, um ex-ativista de direitos humanos que está no olho do furacão devido a seus contatos com Reyes, supostamente na busca por um acordo humanitário que levasse à libertação de reféns das Farc.

A declaração de Larrea, um dos ministros mais influentes da equipe de Correa, surgiu no momento em que chanceleres e embaixadores de países das Américas discutem a crise andina em Washington.

O Equador se declara neutro no conflito entre governo e guerrilhas na Colômbia, e se recusa a realizar ações militares conjuntas com Bogotá contra as Farc, apesar dos pedidos dos Estados Unidos -- principais aliados da Colômbia -- para que feche suas fronteiras por causa das atividades da guerrilha.

No mais recente capítulo da disputa midiática, o jornal colombiano 'El Tiempo' publicou em seu site (www.eltiempo.com) uma fotografia em que supostamente aparecem Reyes e Larrea.

O ministro afirmou que a personagem da foto era o dirigente argentino Patrício Echegaray, e exigiu que o jornal se corrija.