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Embaixador acusa Colômbia de 'disfarçar' equatorianos de rebeldes

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Agência EFE

BOGOTÁ - O embaixador do Equador na Colômbia, Francisco Suescum, acusou hoje as autoridades militares da Colômbia de seqüestrar cidadãos de seu país, de matá-los e 'disfarçá-los' ou mesmo de divulgá-los como guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O embaixador se referiu, em declarações à rádio local 'Caracol', a uma possível confusão envolvendo a identificação do corpo de um cidadão de seu país como sendo o de uma das 25 pessoas mortas em 1º de março último, na incursão de tropas colombianas em território equatoriano.

Na ação militar de Bogotá, morreu o número dois das Farc e porta-voz do grupo guerrilheiro conhecido como Raúl Reyes.

Embora as autoridades colombianas tenham informado que o corpo trasladado a Bogotá era o de 'Julián Conrado', um dos líderes das Farc, o Governo do Equador anunciou ontem uma investigação para definir se se tratam dos restos do equatoriano Franklin Aisalia Molina.

Em declarações à 'Caracol', Suescum pediu que todos esperassem pela divulgação de autópsias. No entanto, expressou que 'cidadãos equatorianos foram seqüestrados e assassinados por forças militares ou paramilitares do lado da Colômbia e depois devolvidos ou disfarçados como se fossem guerrilheiros'.

Segundo os pais de Molina, ele era um mecânico de 38 anos que vivia com eles em Quito e que desapareceu em 21 de fevereiro último. O pai, Guillermo, chegou a declarar à 'Caracol' que 'não resta praticamente nenhuma dúvida (de o corpo é de seu filho), porque em nenhum lugar do mundo pode haver dois corpos iguais'.

O cadáver se encontra em um instituto médico legal da capital colombiana. Os familiares de Molina devem viajar esta semana a Bogotá para realizar as tarefas de identificação do corpo.

A operação militar que ocasionou a morte de Raúl Reyes deu início a uma grave crise diplomática entre Colômbia e Equador.