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Em meio a debate, Garibaldi põe cargo à disposição

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Portal Terra

SÃO PAULO - O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), fez um duro pronunciamento na madrugada desta quarta-feira, por conta da radicalização dos debates entre governistas e oposição. Ele chegou a colocar seu cargo nas mãos dos colegas que o elegeram. A discussão ocorreu durante a votação das medidas provisórias que obstruíam a pauta do Senado e que impediam a análise do projeto de lei de conversão que criou a TV Brasil (PLV 2/08).

- Já tenho um mandato curto, se vossas excelências quiserem encurtar, que encurtem, mas ninguém vai me curvar - afirmou Garibaldi, ao ressaltar que não está à serviço da oposição e, tampouco, do governo.

- Quem diz isso não é um presidente auxiliar do governo - disse.

Garibaldi intercedeu logo após a oposição anunciar que vai obstruir a votação do Orçamento de 2008 bem como as matérias que tramitam nas comissões permanentes e exigir a suspensão da sessão plenária.

- Esta sessão se tornou infeliz por erros de parte a parte, excessos de parte a parte (...) O governo tem violentado esse Congresso, mas ninguém ganha no grito - afirmou o presidente do Senado.

Momentos antes, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), recomendou à base aliada a rejeição da Medida Provisória 397 o que garantiu a apreciação da medida que criou a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Garibaldi Alves Filho disse que quando candidatou-se à presidência do Senado acreditava que fosse encontrar uma Casa voltada para a apreciação de matérias de interesse do País.

- Esse não foi o Senado que sonhei presidir. Não é o Senado que a opinião pública espera que vote as transformações que o País precisa (...)Se quiserem acabar com meu sonho, me recolho à minha realidade - afirmou Garibaldi.

Com agências