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São Paulo receberá 1 milhão de doses extras de vacina contra febre amarela

Jornal do Brasil

O estado de São Paulo vai receber do Ministério da Saúde 1 milhão de doses extras da vacina contra a febre amarela. A intenção é garantir o abastecimento das unidades de saúde até o início de fevereiro, quanto terá início a campanha de vacinação em 53 municípios paulistas.

O acordo para o fornecimento das novas doses foi firmado pelo governador Geraldo Alckmin e pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. No estado, a ação será concentrada entre os dias 3 e 24 de fevereiro, na campanha de vacinação, quando se pretende imunizar 6,3 milhões de pessoas – 1,4 milhões receberão a dose padrão e 4,9 milhões, a dose fracionada.

Doses extras vão garantir abastecimento até o início de fevereiro
Doses extras vão garantir abastecimento até o início de fevereiro

Segundo a Secretaria da Saúde estadual, pessoas que moram em local em que não há circulação do vírus e não vão viajar para áreas consideradas de risco devem aguardar o início da campanha para tomar a vacina. Quem for viajar para áreas de risco, deve tomar a vacina 10 dias antes do deslocamento.

Na campanha da vacinação, em locais onde não há circulação do vírus, será ministrada preventivamente a vacina fracionada, que é feita com um quinto da dose padrão. Segundo o Ministério da Saúde, estudo recente realizado por Bio-Manguinhos/Fiocruz aponta a presença de anticorpos contra febre amarela, mesmo após oito anos da aplicação da dose fracionada, resultado semelhante ao observado com a dose padrão no mesmo período.

“Dessa forma, os resultados dão suporte ao uso de doses fracionadas da vacina de febre amarela. A estratégia já foi utilizada anteriormente no controle da epidemia na República Democrática do Congo pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que utilizou um quinto da dose padrão da vacina de febre amarela de Bio-Manguinhos/Fiocruz”, destacou o Ministério da Saúde, em comunicado.

Balanço

Desde janeiro do ano passado,  21 pessoas morreram em decorrência da febre amarela no estado de São Paulo. O último balanço da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado sexta-feira (12), indica também 40 casos confirmados da doença. O balanço anterior indicava 29 casos confirmados, com 13 mortes.

Quanto à morte e o adoecimento de primatas, como macacos e bugios, houve 2.491 casos desde julho de 2016, e a febre amarela foi confirmada em 617 animais. Mais de 61% desses registros ocorreram na região de Campinas.

As mortes ocorreram nos municípios de Américo Brasiliense; Amparo; Atibaia; Batatais; Itatiba; Jarinu; Mairiporã; Monte Alegre do Sul; Nazaré Paulista; Santa Lucia e São João da Boa Vista. Os demais casos de infecção foram registrados em Águas da Prata; Américo Brasiliense; Amparo; Atibaia; Caieiras; Campinas; Itatiba; Jundiaí; Mairiporã; Mococa/Cássia dos Coqueiros; Santa Cruz do Rio Pardo e Tuiuti.

Morte em Teresópolis, no Rio

Dois casos de febre amarela em humanos foram confirmados no estado do RJ, na sexta-feira (12), pela Secretaria de Estado de Saúde. Um morador de Teresópolis morreu e o outro paciente, morador de Valença, está internado. Os casos foram confirmados na quinta-feira (11), após exames laboratoriais realizados pela Fiocruz.

A pasta esclareceu que a cobertura vacinal nos municípios de Teresópolis e Valença é superior a 80%. De acordo com a secretaria, já foram disponibilizadas doses suficientes para vacinar 100% da população das duas cidades. A pasta ainda recomendou às prefeituras que intensifiquem a vacinação, especialmente nas áreas de mata.

Os casos registrados até agora são do tipo silvestre, transmitido pelas espécies de mosquito Haemagogus e Sabeths, presentes em áreas de mata. Não há registro da forma urbana da doença, transmitida pelo Aedes aegypti, desde 1942 no país.

Com Agência Brasil