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"Nossa base é muito forte. Tenho certeza que os deputados vão saber se explicar", diz Pezão

Alerj e Picciani repudiam acusações

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O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), minimizou nesta terça-feira (I14) o impacto da Operação Cadeia Velha na base de seu governo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), e disse ter certeza de os deputados que são alvos da operação "saberão se explicar".

"Nossa base é muito forte. Tenho certeza que os deputados vão saber se explicar. Já ocorreu outras vezes e eles se explicaram. Tem que se dar o direito de defesa a essas pessoas", disse o governador.

"Nossa base é muito forte. Tenho certeza que os deputados vão saber se explicar. Já ocorreu outras vezes e eles se explicaram. Tem que se dar o direito de defesa a essas pessoas", disse o governador
"Nossa base é muito forte. Tenho certeza que os deputados vão saber se explicar. Já ocorreu outras vezes e eles se explicaram. Tem que se dar o direito de defesa a essas pessoas", disse o governador

Pezão disse ainda que é preciso ter calma e esperar o julgamento sobre Edson Albertassi para dizer se retira sua indicação ao tribunal de contas. "Eu indiquei o deputado Albertassi e não tinha nada que o desabonasse. Vamos esperar. Investigação não quer dizer que ele esteja condenado", disse.

Operação Cadeia Velha

A Polícia Federal conduziu coercitivamente o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), no desembarque do aeroporto do Santos Dumont, na manhã desta terça-feira (14), no Rio de Janeiro. Picciani foi intimado a depor na Operação Cadeia Velha, deflagrada pela polícia nesta terça. Além dele, Paulo Melo e Edson Albertassi (PMDB-RJ) e outras dez pessoas foram conduzidas a sede da PF para depor por corrupção e outros crimes envolvendo a Alerj.

Os investigados com prisão preventiva decretada são os empresários Lélis Teixeira, Jacob Barata Filho e José Carlos Lavouras, investigados na Operação Ponto Final, além de Jorge Luiz Ribeiro, Carlos Cesar da Costa Pereira e Andreia Cardoso do Nascimento. Os presos temporários são Felipe Picciani, Ana Claudia Jaccoub, Marcia Rocha Schalcher de Almeida e Fabio Cardoso do Nascimento. 

A organização criminosa descrita nas investigações da PF teria começado no governo de Sérgio Cabral, desde a década de 1990.

MPF

Três frentes de apuração embasaram a petição do MPF: os repasses da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) para deputados; os recursos da Federação para uma conta de Cabral e sua partilha com Picciani e Melo; e as doações da construtora Odebrecht a políticos, depois declaradas em acordos de colaboração já homologados.

O MPF identificou que a indicação de Albertassi para uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE) pode ter sido uma manobra para que a organização criminosa retome espaços perdidos com os afastamentos de conselheiros determinados pelo STJ, e também uma forma de atrapalhar as investigações, ao deslocar a competência para a apuração dos fatos e tirar o caso do TRF2. Essa é a primeira vez em que uma investigação ligada à Lava Jato é conduzida por um TRF.

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Defesa

Picciani divulgou nota criticando a ação da PF, que o conduziu coercitivamente e prendeu seu filho Felipe. "O que aconteceu hoje com meu filho é uma covardia feita para atingir tão somente a mim." Ele também afirma que, em toda a sua carreira, "jamais" recebeu "qualquer vantagem em troca de favores."

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Já a Assembleia divulgou nota repudiando as acusações de que a Casa teria beneficiado empresários do setor de transporte. "O parlamento fluminense não atua em função de interesses espúrios de quem quer que seja, até porque somos uma Casa plural, submetida à permanente vigilância e escrutínio públicos", diz a nota.

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