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Presidente do consórcio Santa Cruz não comparece para depor pela segunda vez na CPI dos Ônibus

A comissão também recebeu ex-sub-secretário de Transportes para depoimento

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O presidente do consórcio Santa Cruz, Orlando Pedroso Lopes Marques, convocado pela segunda vez para depor na CPI dos Ônibus na Câmara Municipal, nesta terça-feira (14), faltou novamente à sessão em que falaria sobre supostas irregularidades nas licitações de transporte público no município durante a gestão Eduardo Paes.

Em seu lugar, o consórcio enviou o advogado Maximino Gonçalves Fontes Neto, que justificou a falta de Orlando. Segundo ele, o presidente do consórcio passou mal na véspera, e o advogado apresentou documentos de internação como prova. Orlando enviou uma procuração, informando que Maximino poderia responder por ele.

Orlando também foi convocado na semana passada, mas faltou à sessão alegando que teria uma consulta médica agendada. 

De acordo com a assessoria do vereador Tarcísio, caso se ausentasse novamente à sessão desta terça-feira (14), que teve início às 13h30, a Comissão iria recorrer à condução coercitiva contra Marques. No entanto, por estar internado, a CPI pode não solicitar a condução. 

A CPI também recebeu o ex-sub-secretário de Transportes do Rio de Janeiro, Rômulo Orrico Filho.

CPI ouviu o depoimento de Rômulo Orrico Filho
CPI ouviu o depoimento de Rômulo Orrico Filho

Na semana passada, o vereador Tarcísio Motta (Psol) reforçou a necessidade de convocar empresários de ônibus, mas Dr. Jairinho (PMDB) propôs que fossem ouvidos representantes dos consórcios, e não especificamente os sócios das empresas.

Motta apresentou ainda dois requerimentos, preparados em concordância com Eliseu Kessler (PSD): a prorrogação da CPI por mais 60 dias, para que haja mais tempo para interrogatórios e análises dos documentos; e a convocação do ex-prefeito Eduardo Paes. Com relação à prorrogação, a maioria decidiu votar o pedido no dia 21 de novembro. Caso não haja prorrogação, a CPI acaba no dia 5 de dezembro ainda sem ouvir os empresários de ônibus e com apenas 25% dos documentos necessários para a análise. 

Quanto a Eduardo Paes, a maioria foi contra sua convocação, apesar de todos os depoentes afirmarem que as falhas do processo licitatório e de contratação foram decisões políticas do ex-prefeito.

A Comissão Parlamentar de Inquérito é formada por: Tarcísio Motta (Psol), Alexandre Isquierdo (DEM), que preside a Comissão, Rogério Rocal (PTB), Eliseu Kessler (PSD) e Felipe Michel (PSDB), que é suplente.