JUSTIÇA

Caiado pede ao STF fim do sigilo em investigações do Banco Master

A campanha sustenta que os eleitores precisam conhecer os fatos antes das eleições de 2026

Por JB JURÍDICO
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Publicado em 10/09/2026 às 09:18

Alterado em 10/09/2026 às 09:18

Ronaldo Caiado Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Caiado pede abertura total das investigações

Ronaldo Caiado protocolou uma petição no Supremo Tribunal Federal em que solicita o fim do sigilo de apurações relacionadas ao Banco Master, a fraudes no INSS e a outros desdobramentos que envolvem agentes públicos. A campanha afirma que o acesso a essas informações é fundamental para o eleitorado antes das eleições de 2026.

No documento, a defesa argumenta que manter investigações com potencial impacto eleitoral sob sigilo impede que o público conheça fatos relevantes para decidir o voto. Caiado sustenta que o eleitor não deve ir às urnas sem acesso ao que já foi apurado pela Polícia Federal e diz que a falta de informação pode ser tão nociva quanto a desinformação.

Pedido ocorre em meio à crise no STF

A iniciativa foi apresentada no mesmo dia em que o presidente do STF, Edson Fachin, adotou medidas para centralizar decisões sobre o caso Master e a atuação da Polícia Federal. Até a última atualização da reportagem, não havia uma definição sobre o pedido feito pelo presidenciável do PSD.

A movimentação acontece em um momento de forte tensão interna na Corte, com ministros divergindo sobre a condução das investigações. O caso ganhou força após a divulgação de informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e a reação de integrantes do tribunal e da Procuradoria-Geral da República.

Conflito entre ministros amplia a disputa

A crise se intensificou depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um procedimento que reunia mensagens atribuídas a Vorcaro e menções a autoridades como Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues. Em seguida, Moraes pediu a abertura de investigação sobre a atuação de Mendonça no caso.

Mais tarde, Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, mas a decisão acabou revertida por Flávio Dino, que reintegrou os dois aos cargos. Para evitar sobreposições e conflitos processuais, Fachin suspendeu ambas as decisões e levou a discussão ao plenário do STF.

Fachin deve levar o caso ao plenário

Ao justificar a intervenção, Fachin afirmou que era necessário centralizar a controvérsia sob a presidência do tribunal. Ele também convocou uma sessão do plenário para a próxima semana, quando será discutida a validade de um relatório da Polícia Federal ligado ao caso.

Além disso, o presidente do STF ainda analisará em procedimento específico se Andrei Rodrigues permanece ou não no cargo. A disputa em torno do Banco Master, agora somada ao pedido de Caiado, aumenta a pressão por transparência e aprofunda o debate sobre os efeitos políticos das investigações.

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