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Economia

Ibovespa tem forte queda com Petrobras

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O principal índice da bolsa de valores de São Paulo tem forte queda nesta terça-feira (14), com mercado pressionado por movimentos no cenário político interno, e resultado abaixo do esperado pela Petrobras no terceiro trimestre, que faz a estatal recuar quase 7%, por volta das 17h. 

Por volta das 15h, os papéis ordinários da Petrobras caíam 6,24% e os preferenciais, 5,65%.

Às 17h17, o Ibovespa tinha queda de 1,68%, a 71.255 pontos.

Às 10h26, o Ibovespa recuava 0,13%, a 72.380,68 pontos.

Às 12h46, o índice caía 0,19%, a 72.334,59 pontos.

Às 15h, o índice tinha queda de 1,53%, a 71.362 pontos.

A Petrobras encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 266 milhões revertendo o prejuízo de R$ 16,5 bilhões no mesmo período do ano passado. Entretanto, o número ficou abaixo dos R$ 3,56 bilhões de lucro esperados pelos analistas. 

>> Petrobras tem lucro líquido de R$ 266 milhões no terceiro trimestre

O diretor de Relação com Investidores da estatal explicou em coletiva nesta segunda que foi uma combinação de itens não-recorrentes e uma perda de market share da empresa, que afetou suas margens. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, avaliou como positivo o resultado da empresa em nove meses. Em entrevista a jornalistas, ele destacou as métricas de segurança, o fluxo de caixa livre positivo por dez trimestres consecutivos, e o aumento da produção no Brasil.

Enquanto isso, os papéis da JBS disparam por apresentarem números melhores do que as projeções dos analistas. 

Além disso, uma notícia do Valor Econômico publicada nesta terça-feira informa que os fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil), Funcef (da Caixa Econômica Federal) e Petros (dos funcionários da Petrobras) aderiram à arbitragem "coletiva" contra a companhia, que busca reproduzir no país o mecanismo de ação coletiva que corre contra a empresa nos EUA. 

Além disso, a situação nos cortes de impostos dos EUA também motivou o pessimismo nos mercados, que mundialmente mostraram exemplos de recuos de máximas históricas atingidas semana passada.

As recentes altas do Ibovespa, entretanto, foram impulsionadas pelas tentativas de o governo de Michel Temer (PMDB) emplacar a reforma da Previdência, e de olho nas articulações em torno da reforma ministerial. 

Já o dólar iniciou a terça estável ante o real, com momentos de recuo, em sintonia com a trajetória da moeda norte-americana no exterior e com os investidores mais animados com as perspectivas de votação da reforma da Previdência neste ano. No começo da tarde, o movimento passou a ser de alta.

Às 10h41, o dólar operava estável, a R$ 3,2795 na venda.

Às 13h02, a moeda norte-americana avançava 0,43%, a R$ 3,2934.

Às 15h29, a moeda tinha alta de 0,88%, a R$ 3,3084.