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Opinião

A saúde da elite do Rio envolvida com quem colaborou com a desgraça da saúde dos pobres

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Um dos diretores mais importantes de um grande grupo ligado à saúde privada, talvez até mais que diretor, se encontra em Bangu. Um antigo sócio e dono do mesmo grupo, Jacob Barata, foi detido no domingo. O mais curioso é que o empresário Jacob Barata vendeu sua parte da empresa para um fundo asiático. 

O grupo da rede D'Or pleiteia isenções fiscais para outro grupo de hospitais. Enquanto isso, hospitais públicos no Rio não têm esparadrapo, remédios, aparelhos de imagem, maca, ambulância, fora as unidades fechadas e as UPAs sem funcionar. 

Hoje, ao assistir a este abominável episódio da corrupção no Rio, o que devem pensar as vítimas de bala perdida, os desempregados, o que devem pensar todos aqueles que, no incêndio moral do Rio, já não têm como se tratar. A morte talvez seja a sorte dos destruídos pela própria sorte neste país e nesta cidade. Cidade onde os que tinham realmente sorte são desnudados hoje como responsáveis pelas desgraças que participam, impulsionando um tsunami contra a população carente do Rio. 

Quando a neta do sr. Jacob Barata se casou, deve ter tido um insider que o alertou antecipadamente sobre protestos e conseguiu do governo do estado um ostensivo policiamento na porta do Copacabana Palace. O insider e o policiamento, quem sabe, participavam também do governo Sérgio Cabral. 

Na época, o JB noticiava: "Segurança pública atua em eventos privados da elite"

Imaginem que, agora, neste domingo (2), o sr. Jacob Barata estava fugindo, talvez também por ter obtido informações antecipadas do próprio insider. Felizmente a brava Polícia Federal é muito mais importante e tem muitas informações - mesmo que alguns não mereçam pertencer a suas fileiras. A força moral da Polícia Federal, na sua esmagadora maioria, sabe quem não merece usar o seu distintivo.

O JB se espanta com hospital da elite do Rio envolvido com este tipo de gente.