Rio

Parlamento Juvenil: a voz dos jovens na política

André Luís Câmara, Jornal do Brasil

Até o próximo sábado, 92 estudantes do ensino médio da rede pública estadual, cada um representante de um município fluminense, vão discutir propostas de leis na 11ª edição do Parlamento Juvenil. O evento é promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), com a Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude (Seelje) e com a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A abertura aconteceu ontem, no plenário da Alerj, e contou com a presença do secretário estadual de Educação, Wagner Victer, e de parlamentares que apoiam o programa. 

A mesa foi presidida pelo deputado Wanderson Nogueira, do Psol. Segundo os organizadores, o Parlamento Juvenil tem como objetivo ampliar a consciência política dos jovens e formar novas lideranças. As propostas dos estudantes podem eventualmente ser aproveitadas por um deputado e se tornar projeto de lei a ser discutido e votado pelos parlamentares. Foi o que ocorreu, em anos anteriores, com uma proposição que tratava de reciclagem de resíduos industriais. Apesar de ter sido aprovado pelo plenário da Alerj, o projeto foi vetado pelo executivo estadual. Uma outra proposta nascida das discussões numa das edições do Parlamento Juvenil, que trata de liberda

de religiosa, se encontra em tramitação como Projeto de Lei. Estudante do terceiro ano do Curso Normal e morador de São Fidélis, Pedro Murilo, de 17 anos, diz que as Ciências Sociais abriram seus olhos para a importância da política. “A participação do jovem pode fazer toda a diferença”, afirma. Ele cita o educador Piaget ao dizer que pessoas transformam o mundo: “Eu tenho o sonho de ser professor e penso em formar cidadãos críticos. Acredito que estes podem, sim, transformar a sociedade e, desse modo, a política brasileira”.  Murilo propõe levar ao ensino médio uma disciplina sobre os direitos constitucionais dos cidadãos.